Acordo apoiado pelos EUA para cessar-fogo no nordeste da Síria não resolveu pontos cruciais, deixando questões sensíveis em aberto. O entendimento visa integrar as forças dominantes curdas ao aparato de governança central, após avanços do governo sírio sobre território controlado pela SDF. As negociações ocorrem em meio a um país ainda marcado por anos de conflito.
Até o momento, passos preliminares ocorreram sem grandes incidentes desde o acordo de 29 de janeiro. Militares do governo entraram em duas cidades lideradas pela coalizão curda, combatentes recuaram das linhas de frente e o governo nomeou, nesta sexta-feira, um governador regional indicado pelos curdos.
O acordo prevê a criação de uma divisão do ministério da defesa voltada ao nordeste, com a integração das forças da SDF em três brigadas. Também estabelece que 15 veículos de segurança do governo devem atuar em Qamishli e Hasakah, além da integração das forças de segurança da SDF.
Na prática, permanecem dúvidas sobre como ficará a participação da SDF após a integração, o destino de armamento pesado e acordos para a fronteira com o Iraque, que tem sido rota de apoio à SDF. As informações são apontadas por autoridades de segurança de ambos os lados.
A SDF continua sob controle firme das áreas que ainda ocupa, mas há questionamentos sobre o nível de autonomia que poderá permanecer. Analistas destacam que a situação tem potencial para evitar escaladas, desde que haja flexibilidade central em Damasco.
Washington apoia o progresso, embora tenha retirado parte de suas tropas do país nesta semana. Um diplomata ocidental indicou que os EUA encorajam moderação e uma postura que preserve alguma autonomia curda sem comprometer a autoridade central síria.
O acordo, visto por fontes da Reuters, prevê que o Ministério da Defesa organize as estruturas de segurança no nordeste, com coordenação entre as forças da SDF e o governo. Enquanto isso, a Turquia expressa ceticismo quanto à relação entre YPG e PKK, apontando a necessidade de uma transformação estratégica.
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