O chanceler alemão Friedrich Merz afirmou que a ordem mundial baseada em direitos e regras está sob destruição, em meio à disputa pela hegemonia entre EUA, Rússia e China. O comentário foi feito na abertura da 62ª Conferência de Segurança de Munique, com a presença de mais de 60 chefes de Estado e de governo.
Merz insistiu que parcerias com diversas nações são essenciais para moldar um novo caminho no cenário global. Ele citou o Brasil entre os países que podem cumprir esse papel, destacando que acordos com esses parceiros não implicam concordância total de valores.
O premiê alemão ressaltou que, apesar da importância da integração europeia e da OTAN, isso pode não ser suficiente para manter liberdades. A menção a diferentes potências incluiu Canadá, Japão, Turquia, Índia, Brasil e África do Sul como atores relevantes.
Novo eixo de parcerias
O chanceler também enfatizou que a Alemanha pressiona pela conclusão de acordo entre União Europeia e Mercosul, alvo de resistência de alguns países, especialmente França. Segundo Merz, a guerra na Ucrânia e o que chamou de revisionismo russo, aliado à ambição chinesa, demonstram uma nova dinâmica mundial.
Ele afirmou que houve um fim, há muito tempo, de um momento unipolar na história, desde a queda do Muro de Berlim. A fala ocorreu no mesmo evento que discute a política de grandes potências e a reconfiguração das alianças internacionais.
Témpo e relações transatlânticas
Durante o discurso, Merz comparou a postura dos EUA com a dos aliados europeus, ao mencionar diferenças com o governo de Donald Trump. Acrescentou que a liberdade de expressão tem limites quando confronta a dignidade humana e a Constituição, defendendo livre comércio e compromissos climáticos.
O chanceler afirmou que a parceria transatlântica não está perdida, dirigindo-se aos colegas americanos em inglês. Enfatizou que a era de rivalidade entre grandes potências exige cooperação para manter a influência conjunta da OTAN na Europa.
Entre na conversa da comunidade