No domingo, o gabinete israelense aprovou medidas para ampliar o controle sobre a Cisjordânia ocupada e facilitar a compra de terras por colonos, o que os palestinos chamaram de de-facto anexação. A decisão intensifica a trajetória de ocupação na região.
A Cisjordânia é território disputado, com grande parte sob controle militar e administração limitada pela Autoridade Palestina. O tema permanece central no conflito israelense-palestino.
O premiê Benjamin Netanyahu, em campanha para as eleições deste ano, sustenta que qualquer estado palestino representa risco de segurança. A coalizão do governo inclui membros pró-colono.
Bezalel Smotrich, ministro das Finanças, afirmou que as medidas fortalecem o assentamento e ampliam o controle sobre áreas estratégicamente relevantes. Defesa, Israel Katz, descreveu o registro de terras como medida de segurança para cidadãos e interesses nacionais.
A liderança palestina rejeitou a decisão, qualificando-a como de-facto anexação de território ocupado e como início de planos para consolidar a ocupação por meio de novas moradias ilegais. A reação enfatiza o impacto político e diplomático.
A comunidade internacional tem posições distintas. A linha dos EUA, sob a administração atual, não detém ações para impedir o acelerado avanço dos assentamentos, segundo análises internacionais. Em 2024, o TPI confirmou, em opinião não vinculante, que a ocupação é ilegal e deve terminar.
O governo israelense já havia adotado medidas recentes para ampliar controles sobre a West Bank, incluindo ações de maior poder de tomada de decisão sobre terras, conforme reportado por veículos internacionais.
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