Taiwan afirma que a China é a real ameaça à segurança mundial e critica a alegação de defesa da paz conforme a Carta das Nações Unidas feita pelo chanceler chinês. A declaração veio como resposta aos comentários do ministro Wang Yi, em Munique, na Conferência de Segurança.
Segundo o Japão, a China busca desestabilizar a região e a reunião destacou a importância de respeitar a Carta da ONU. Wang Yi acusou alguns países de tentar separar Taiwan da China e reforçou o papel das normas internacionais na gestão de conflitos.
A resposta de Taiwan, por meio do ministro das Relações Exteriores Lin Chia-lung, sustenta que a soberania taiwanesa nunca pertenceu à China continental, seja pela história, pela realidade ou pelo direito internacional. Lin criticou a afirmação de que Taiwan estaria sob proteção da ONU.
Lin afirmou que a China tem feito provocações militares em áreas vizinhas e violado reiteradamente princípios da Carta da ONU que tratam do uso da força ou da ameaça de uso da força. O governo taiwanês lembrou ainda que a China realiza exercícios militares com frequência ao redor da ilha.
A posição de Taipei reforça o debate sobre a natureza do impasse, já que Pequim considera Taiwan parte de seu território, enquanto a ilha sustenta que apenas seu povo pode decidir seu futuro. A República da China opera em Taiwan desde 1949, após a Guerra Civil.
A Comissão de Munique não conta com a presença de autoridades taiwanesas seniores, de acordo com informações do governo local. Em resposta, Taiwan mantém foco em assegurar sua integridade territorial e apoiar uma ordem regional estável.
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