A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, ordenou mudanças profundas no governo, incluindo a extinção de sete programas sociais e de organismos criados no cenário chavista. O anúncio foi veiculado pela imprensa neste fim de semana. O antecessor de Rodríguez foi capturado em Caracas durante operação militar americana em 3 de janeiro.
Rodríguez tem como objetivos promover mudanças ministeriais, revisar a legislação petrolífera e avançar com uma lei de anistia ainda neste mês. Em 4 de fevereiro, a chefe de Gabinete, Juan Escalona, guarda-costas de Maduro, passou a liderar a pasta que coordena a agenda presidencial e a interlocução com órgãos do Estado.
Um boletim oficial de 9 de fevereiro divulgado pela imprensa local aponta a reorganização do ministério, com a eliminação de cinco programas sociais e de duas entidades de coordenação e inteligência. Entre as ações destaca-se o desmantelamento do Cesppa, criado em 2013 para unificar informações estratégicas.
Desmonte de estruturas do Estado
O Cesppa era apontado por organizações civis como limitador de acesso à informação, atuando como centro de monitoramento e repressão, segundo analistas consultados pelo jornal El Mundo. A medida integra as mudanças anunciadas no âmbito de reduzir estruturas de comando e cooperação entre órgãos.
Programas sociais no alvo
Entre as ações, removem-se três programas sociais conhecidos como missões, criados sob Maduro. Outras duas iniciativas e um órgão de coordenação também foram suprimidos, com parte de suas funções sendo redistribuídas a outro ministério, conforme o Diário Oficial.
Relações com os EUA
As mudanças no governo coincidem com uma reavaliação das relações com os Estados Unidos, que se cilindestrou desde 2019. O tema é acompanhado de declarações de autoridades estrangeiras sobre o andamento político no país. Em evento recente, o líder americano afirmou que Rodríguez tem realizado um bom trabalho.
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