O anúncio de Israel sobre um processo de registro de terras na Cisjordânia mobilizou críticas de países árabe e da Autoridade Palestina. O bloco argumenta que a medida funciona como uma anexação de fato e viola acordos internacionais.
A Autoridade Palestina, o Egito e o Catar divulgaram reações públicas neste domingo 15. Aghabekian Shahin qualificou a decisão como ilegal e equivalente a anexação. O Egito disse que a iniciativa viola acordos internacionais e agrava o controle israelense. O Catar afirmou que agrava a privação de direitos do povo palestino.
Segundo líderes palestinos, a nova normativa amplia a propriedade de terras por colonos em áreas sob controle israelense. Além disso, autoriza a administração de locais religiosos por autoridades de Israel, nuance com potencial impacto sobre o status de Jerusalém.
Reações internacionais
O anúncio coincide com uma ofensiva política do governo israelense para reforçar domínio na região. O gabinete de segurança descreveu a medida como resposta a processos considerados ilegais pela Autoridade Palestina, buscando clarificar a titularidade fundiária.
O ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, afirmou que o registro acelera o desenvolvimento de colônias e consolidaria a lei israelense na Cisjordânia. O ministro da Defesa, Israel Katz, disse que a ação garante controle, aplicação de leis e liberdade de ação em zonas relevantes.
Medidas em curso
Desde a aprovação de medidas anteriores, o governo israelense autorizou a aquisição de terras por colonos e revogou uma proibição antiga de compra direta por judeus na região. Analistas destacam que as novas regras buscam estabelecer propriedade estatal sobre áreas extensas na Cisjordânia.
A produção de ações de registro é apresentada pelo governo como necessária para organizar procedimentos e resolver litígios. Governo israelense sustenta que a mudança protege cidadãos e interesses nacionais, em meio a tensões com a população palestina.
Entre na conversa da comunidade