A administração dos Estados Unidos autorizou a Maurel & Prom, petrolífera francesa, a operar na Venezuela. A licença publicada nesta quarta-feira permite realizar transações relacionadas ao setor de petróleo e gás no país. A medida amplia o atual regime de exceção que já beneficiava outras gigantes do setor.
A decisão envolve cinco grandes petroleiras que já tinham autorização para atuar na Venezuela. Além da empresa francesa, integram a lista BP, Chevron, Eni, Repsol e Shell. A licença ampliada impõe condições específicas para essas operações.
O texto da autorização determina que pagamentos de impostos ou royalties sobre petróleo e gás sejam destinados a contas designadas pelo Tesouro dos EUA, com controle de fluxos. As contas apontadas, no momento, ficam no Catar.
A visita que antecedeu a decisão ocorreu no início deste mês. O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, reuniu-se com autoridades venezuelanas, em especial a presidente interina Delcy Rodríguez. O encontro foi parte de uma série de diálogos sobre o setor petrolífero.
Segundo informações oficiais, a visita de Wright marcou a mais alta presença de um elegante funcionário americano na Venezuela desde operações ligadas a sanções, em uma leitura de retomada de cooperação sob novos termos. A reunião com Rodríguez foi bem recebida pelo governo dos EUA.
A motivação formal para a licença é facilitar operações de empresas estrangeiras no setor de hidrocarbonetos venezuelano, sob condições de conformidade com normas americanas. A medida não implica reconhecimento político, mas sim ajustes regulatórios para transações específicas.
Olhares analíticos destacam que a autorização busca manter fluxos de receita em meio a tensões diplomáticas entre Washington e Caracas, ao mesmo tempo em que preserva controles financeiros determinados pelo Tesouro dos EUA. A situação segue sujeita a alterações legais ou diplomáticas futuras.
A Maurel & Prom passa a operar na Venezuela dentro do arcabouço permitido, desde que cumpra as exigências estabelecidas pela nova licença. O anúncio reforça o papel de empresas estrangeiras no setor, sob supervisão de autoridades americanas.
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