Um grupo de 85 países membros da ONU divulgou um comunicado conjunto condenando a campanha recente de Israel para expandir sua presença na Cisjordânia. A nota exige a reversão imediata das medidas e rejeita qualquer forma de anexação do território palestino ocupado.
A declaração, assinada pela União Europeia e pela Liga Árabe, defende a criação de um Estado palestino como única via para a paz. O texto não propõe sanções contra Israel nem suspende relações comerciais, enfatizando respeito ao direito internacional.
contexto internacional
Entre os signatários estão Espanha, França e Alemanha, além de China e Rússia. O comunicado afirma que Israel viola obrigações estabelecidas pela comunidade internacional, incluindo Jerusalém Oriental e a composição demográfica da região.
ações israelenses
As ações referidas incluem a expansão de assentamentos, restrições de circulação de palestinos e atribuição de competências, que grupos de direitos humanos veem como uma anexação gradual da Cisjordânia.
cronologia recente
O governo israelense aprovou, no último fim de semana, medidas para registrar terras na Cisjordânia, o que muitos analisam como passo para anexação. O projeto prevê registrar ao menos 15% da área C em cinco anos.
área emocional do território
A área C representa cerca de 60% da Cisjordânia e concentra a maioria dos colonos israelenses. Autoridades israelenses planejam transferir a gestão de terras do exército para o governo.
resposta internacional
António Guterres, secretário-geral da ONU, alertou sobre riscos de despossessão palestina e sobre expansão do controle israelense. O órgão reiterou a necessidade de respeitar resoluções e a opinião consultiva de 2024.
situação local
Na Cisjordânia, áreas A, B e C são administradas de formas diferentes, com envolvimento da Autoridade Nacional Palestina e de Israel. Medidas recentes têm impacto direto na vida cotidiana de palestinos na região.
observação política
O público europeu e de alguns países aliados monitora próximos passos antes das eleições israelenses previstas para outubro. O pleito ocorre em meio a tensões acentuadas pela continuidade de políticas de ocupação.
Entre na conversa da comunidade