Essex Police está avaliando se Jeffrey Epstein traficou mulheres por meio de voos privados para um aeroporto londrino, como parte de esforço nacional para investigar ligações do falecido abusador com o Reino Unido.
A investigação, ainda em estágio de avaliação e não como uma apuração formal, acompanha informações surgidas sobre voos privados para dentro e fora do Stansted, no nordeste de Londres, após a liberação de milhões de documentos pelo governo dos EUA no fim de janeiro.
A força policial britânica informou que trabalha de forma coordenada com outras delegacias, criando um grupo nacional para apoiar as investigações sobre ligações de Epstein com o Reino Unido. O objetivo é entender impactos dos documentos publicados.
Progresso da cooperação policial
O Conselho Nacional de Chefes de Polícia (NPCC) afirmou que a colaboração continua para entender os detalhes tornados públicos e seus potenciais impactos nessas investigações.
O caso Epstein já provocou repercussões no país. Dois departamentos abrangem investigações sobre o ex-brilhante embaixador britânico nos EUA e o irmão do rei Charles, com alegações de má conduta em cargos públicos.
Ambos negam irregularidades e disseram lamentar as relações com Epstein, sem responder a pedidos específicos de comentário após os novos documentos.
Stansted e registros de voos
A BBC informou no ano passado que logs de voos incompletos indicaram 87 deslocamentos de Epstein para aeroportos britânicos entre os anos 1990 e 2018, com passageiros identificadas apenas como “femininas”.
Os arquivos de Epstein incluem referências a Stansted, como um trecho que discutia se uma mulher russa com visto americano poderia mudar de aeronave no aeroporto. Há ainda dezenas de menções a vistos britânicos.
O Stansted informou que voos privados não são geridos pelo terminal que opera; a verificação de imigração e alfândega fica a cargo da Border Force. Por regras da Border Force, todos chegam a passar por checagens rigorosas.
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