O chavismo recua sem abandonar completamente o poder. Um mês e meio após o ataque dos EUA a Caracas, o regime tenta uma abertura elástica e trabalha para construir consensos econômicos. O objetivo é preservar a continuidade do governo.
Delcy Rodríguez atua como presidente encarregada, tentando equilibrar pressões externas e críticas internas. A resposta americana é vista como ferramenta para definir once a prioridade do regime, que busca manter a estabilidade sob condições adversas.
A promessa de amnistia passa a ser discutida pela Assembleia, enquanto a sociedade civil volta a se organizar para protestar. Em meio a esse panorama, surgem relatos de aquecimento econômico e aumento de apoio entre setores oficiais.
Forças armadas e estrutura de Estado permanecem sob controle, com apoio público à liderança interina. O tom oficial evita confrontos abertos e prioriza uma comunicação que favoreça o diálogo com a oposição moderada.
Perguntas sobre eleições surgem no interior do chavismo, com referências a um possível caminho democrático condicionado. Observadores destacam que o governo busca ganhar tempo e redefinir a narrativa política.
A pauta econômica passa a ocupar espaço central, com esforços para um acordo entre petróleo, bancos e políticas de incentivos. Movimentos para desescalar tensões e ampliar espaços de negociação aparecem como prioridade.
Entre críticas internas, alguns quadros reconhecem vulnerabilidades na coesão de apoio. Analistas destacam que a crise de janeiro expôs fragilidades, enquanto o governo tenta manter a lealdade do aparato estatal.
A oposição, em grande parte exilada, é citada como fator decisivo para um eventual caminho democrático. Especialistas apontam que uma transição real depende de uma pressão firme nas ruas e de alianças mais amplas da oposição.
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