O livro The Great Heist expõe, com base em documentos, entrevistas e cenários, como o roubo de propriedade intelectual favoreceu o avanço tecnológico da China. Autores David Shedd e Andrew Badger, ex-oficiais da Agência de Inteligência de Defesa, alertam para riscos que podem exigir resposta dos EUA.
A dupla sustenta que a ascensão chinesa, analisada ao longo de décadas, foi apoiada por espionagem estratégica. O volume mapeia práticas, redes e lacunas que, segundo eles, contribuíram para deslocar o equilíbrio de poder global em favor de Beijing.
Segundo os autores, o Tesouro de informações hackeadas alimentou ganhos em áreas como biotecnologia, aeroespacial e tecnologia de baterias. Eles destacam que o impacto é contínuo e estimam perdas expressivas em propriedade intelectual nos EUA.
A reportagem da Foreign Policy reúne as ideias centrais apresentadas, incluindo entrevistas com especialistas do FBI, CIA e setor privado. O objetivo é discutir caminhos para reforçar a defesa tecnológica sem comprometer a inovação.
Contexto atual e ações recomendadas
Os autores apontam que o governo dos EUA tem adotado medidas contraditórias, como facilitar a venda de alguns chips avançados para a China e reduzir a postura de defesa cibernética. Em contraste, defendem fortalecer estratégias ofensivas e ampliar cooperação entre governo, academia e setor privado.
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