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Espionagem chinesa enfraquece o poder dos EUA

Autores detalham roubo de propriedade intelectual por China e pedem reação dos EUA diante cortes de cibersegurança e venda de chips a Pequim

A worker producing integrated circuit products in a workshop in Weihai, Shandong Province, China, on Sept. 9, 2025. Costfoto/NurPhoto via Getty Images
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O livro The Great Heist expõe, com base em documentos, entrevistas e cenários, como o roubo de propriedade intelectual favoreceu o avanço tecnológico da China. Autores David Shedd e Andrew Badger, ex-oficiais da Agência de Inteligência de Defesa, alertam para riscos que podem exigir resposta dos EUA.

A dupla sustenta que a ascensão chinesa, analisada ao longo de décadas, foi apoiada por espionagem estratégica. O volume mapeia práticas, redes e lacunas que, segundo eles, contribuíram para deslocar o equilíbrio de poder global em favor de Beijing.

Segundo os autores, o Tesouro de informações hackeadas alimentou ganhos em áreas como biotecnologia, aeroespacial e tecnologia de baterias. Eles destacam que o impacto é contínuo e estimam perdas expressivas em propriedade intelectual nos EUA.

A reportagem da Foreign Policy reúne as ideias centrais apresentadas, incluindo entrevistas com especialistas do FBI, CIA e setor privado. O objetivo é discutir caminhos para reforçar a defesa tecnológica sem comprometer a inovação.

Contexto atual e ações recomendadas

Os autores apontam que o governo dos EUA tem adotado medidas contraditórias, como facilitar a venda de alguns chips avançados para a China e reduzir a postura de defesa cibernética. Em contraste, defendem fortalecer estratégias ofensivas e ampliar cooperação entre governo, academia e setor privado.

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