O governo dos EUA avalia retirar salvaguardas do acordo nuclear civil proposto com a Arábia Saudita. Documento enviado ao Congresso e visto pela Reuters sinaliza que a parceria pode não incluir mecanismos de não proliferação considerados essenciais.
O conteúdo envolve o presidente Donald Trump, a administração de Biden e autoridades sauditas, com o objetivo de avançar com as primeiras usinas nucleares civis do reino. O tema divide críticos e defensores de uma supervisão mais rígida.
O draft, conhecido como Acordo 123, pode ser apresentado ao Congresso já em 22 de fevereiro. Há um prazo de aproximadamente 90 dias para que a Casa Branca e o Legislativo se manifestem.
O acordo é discutido em um contexto de receio de corrida nuclear global, após o fim de tratados entre EUA e Rússia e com a China ampliando seu arsenal. A proposta sustenta que a indústria americana ficará no centro do desenvolvimento saudita.
O texto abre campo para que a Arábia Saudita tenha um programa de enriquecimento, ao mencionar salvaguardas adicionais nas áreas mais sensíveis, incluindo enriquecimento e reprocessamento.
A posição de autoridades sauditas é de que o reino busca desenvolvimento pacífico de energia, enquanto que críticos, como grupos de controle de armas, pedem o protocolo adicional da Agência Internacional de Energia Atômica para fiscalização mais ampla.
Alguns legisladores e organizações enfatizam a necessidade de salvaguardas, para evitar riscos de proliferação e para não abrir precedente diplomático que possa estimular outras nações.
O príncipe herdeiro Mohammed bin Salman já destacou, em declarações anteriores, que o reino poderia buscar armas caso concorrentes avancem, o que aumenta a sensibilidade política da negociação.
O governo dos EUA não respondeu a pedidos de comentário imediatamente. Em Washington, autoridades ressaltam a importância de um escrutínio rigoroso por parte do Congresso antes de qualquer acordo ser implementado.
Especialistas em controle de armas alertam que o texto atual pode permitir avanços saudáveis no uso civil da energia, mas também elevam a preocupação com vias de proliferação não previstas.
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