Um jovem português, de 18 anos, começou a ser julgado nesta quinta-feira, 19 de maio, no norte de Portugal, por ter incitado outro adolescente a cometer um ataque em uma escola no sul do Brasil. O caso envolve uso de redes sociais para incentivar violência.
O réu é acusado de provocação pública para a prática de crime, incitação ao ódio e à violência, associação criminosa e de mais de 200 crimes de pornografia infantil. Segundo a acusação, ele liderava um grupo no Discord que filmava atos violentos contra pessoas e animais.
O julgamento ocorreu a portas fechadas no tribunal de Santa Maria da Feira, onde o jovem residia até ser preso preventivamente em maio de 2024. A defesa afirma que ele não é “um monstro” e que apenas fazia parte de um grupo, sem liderá-lo, segundo o advogado Carlos Duarte.
Contexto e acusações
A polícia judiciária portuguesa descreve Mikazz como líder de uma comunidade online que promovia prática de violência extrema. A investigação aponta que o grupo praticava ações violentas e as disponibilizava em redes para audiência pública.
Entre os crimes citados está o ataque de outubro de 2023, quando um garoto de 16 anos abriu fogo em uma escola em São Paulo, matando uma aluna de 17 anos e ferindo outros colegas. Autoridades brasileiras disseram ter evitado outros ataques.
Autoridades brasileiras também impediram, antes da realização, ataques planejados por jovens com idades entre 12 e 14 anos. As informações indicam que o material gerado pelo grupo incluía gravações de violência difundidas online.
O policial responsável pela investigação, Ana Rita Alves, afirmou que o adolescente mantinha uma “vida online paralela” e exercia o papel de líder de um grupo dedicado a violência extrema.
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