O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, na Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial, uma governança global centralizada na ONU. O encontro ocorreu em Nova Délhi, Índia, nesta quinta-feira, com foco no impacto da IA no mundo.
Lula destacou que a IA traz avanços, mas que sem regulamentação pode gerar conteúdos manipulados que distorcem eleições. O objetivo é evitar danos à democracia, à coesão social e à soberania dos países.
O mandatário ressaltou que os algoritmos integram uma estrutura de poder e, sem ação conjunta, a IA pode aprofundar desigualdades históricas. Também criticou a concentração de recursos em poucas nações e empresas.
Para fortalecer a argumentação, apontou dados sobre pessoas sem eletricidade ou acesso à internet, associando tecnologia a dinâmicas de poder globais.
Implicações para regulamentação de plataformas
No tema da cúpula, Lula não citou explicitamente uma regulação de redes sociais, mas mencionou a necessidade de regras para as big techs. O objetivo seria combater a radicalização política e a monetização de conteúdos chamativos.
A intervenção ocorreu no âmbito da reunião internacional sobre IA, com a Índia servindo como cenário para debates sobre governança tecnológica. O presidente enfatizou a importância de olhar para a história do país.
Lula encerrou destacando a contribuição histórica da Índia em artes, ciência e filosofia, como referência para enfrentar dilemas éticos sobre justiça, diversidade e inclusão diante da IA.
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