Russia alertou sobre uma escalada sem precedentes na região envolvendo o Irã, em meio ao acúmulo militar dos EUA no Golfo. A declaração foi feita em meio a tensões crescentes entre as partes.
A Rússia pediu moderação e afirmou que o endurecimento da situação poderia impactar a segurança regional. O alerta foi divulgado enquanto Washington intensifica sua presença militar na região.
Na prática, um contratorpedeiro russo participou de exercícios marinhos ligados a ações iranianas no Golfo de Omã, um trecho estratégico para o fluxo global de energia.
Diplomacia e prazos
Na terça-feira, negociadores iranianos e norte-americanos se reuniram, com o Irã afirmando ter chegado a princípios orientadores. Já o governo dos EUA destacou que algumas questões permanecem sem acordo.
Um alto funcionário dos EUA disse que o Irã deve entregar uma proposta escrita até a metade de março para tratar as preocupações de segurança dos Estados Unidos.
Contexto e perspectivas
O governo americano tem dito que teme a proliferação de armas nucleares no Irã e exige o abandono total do enriquecimento de urânio, além da renúncia de mísseis balísticos de longo alcance.
O Irã nega a busca por armas nucleares, afirma que seu programa é pacífico e rejeita discussões que vão além do arquivo nuclear.
Imagens por satélite indicaram reparos e fortificações em instalações iranianas estudadas desde o verão, além de movimentação de bases americanas na região nas últimas semanas.
Composição de tensões regionais
A cooperação entre Irã e Rússia ocorreu logo após uma série de exercícios navais iranianos no Golfo de Omã. Ao mesmo tempo, países europeus sinalizam cautela diante da escalada.
Polônia tornou-se o mais recente país europeu a aconselhar seus cidadãos a deixarem o Irã, citando possível necessidade de evacuação em horas.
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