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Condições em Roj deterioram; Austrália pressionada a aceitar detidos sírios

Condições no campo de Roj deterioram-se; 34 australianos detidos enfrentam violência e incerteza sobre o retorno a casa

Roj camp in north-eastern Syria is once again home to 34 Australian women and children, relatives of alleged Islamic State operatives.
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A crise em Roj, campo no nordeste da Síria, se agrava: 34 australianos — 11 mulheres e 23 crianças — foram devolvidos ao local após tentativas frustradas de repatriar cidadãos para a Austrália, segundo relatos de equipes humanitárias.

Os abrigos, antes alinhados em uma fila conhecida como Australia Street, tiveram suas tendas demolidas e pertences confiscados. As autoridades curdas teriam recusado a devolução das tendas, dispersando o grupo entre outras famílias.

A situação no acampamento se deteriora com frequentes invasões noturnas e agressões, conforme organizações de direitos humanos. O campamento permanece sob controle curdo, mas pode ser transferido em breve para o governo sírio.

Situação no campo

As mulheres e crianças aguardam decisões sobre novas tentativas de saída para a Síria governamental, o que impediria voos para a Austrália. Contatos com o grupo não estão estáveis, dificultando qualquer planejamento de repatriação.

O governo australiano mantém posição contrária à repatriação desse grupo, destacando que não há planos para facilitar o retorno. Autoridades defendem que as condições no campo são precárias e exigem solução governamental.

Organizações de direitos humanos pedem prioridade à proteção das crianças australianas e à sua repatriação. A ONU e agências internacionais já alertaram sobre os riscos de manter as famílias presas por longos anos.

Repercussões e contexto

A Human Rights Watch afirma que as condições no campo são extremas e que a transferência para o governo sírio aumenta a vulnerabilidade das mulheres e crianças. A entidade aponta a necessidade de soluções humanitárias e legais.

Especialistas lembram que o retorno das crianças, muitas já nascidas em acampamentos, reduz riscos de radicalização e facilita a reintegração no país de origem, com apoio social e educacional adequados.

O governo dos EUA, principal financiador de operações de segurança na região, também incentiva a resolução do caso e o repatriamento de cidadãos nacionais. A situação no campo permanece volátil em meio a cessar-fogo frágil.

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