Após a repercussão internacional dos robôs apresentados no Gala do Festival da Primavera, aplicações comerciais passaram a ganhar destaque em espaços públicos da China. No feriado, o Museu do Palácio realizou a Feira do Grande Templo em Pequim com robôs de inteligência artificial para vender produtos culturais, atender visitantes e testar um varejo automatizado.
O robô S1, da Stardust Intelligence, realizou atendimento por voz, processou pedidos e pagamentos, buscou e entregou mercadorias e conduziu jogos temáticos. A iniciativa integrou tecnologia, cultura e experiência pública, em um dos períodos mais movimentados do calendário chinês.
Segundo a empresa, desde novembro de 2025 milhares de unidades do sistema já operam em Pequim, Xangai e Guangzhou, em ambientes abertos e com alta circulação de pessoas. A feira no Museu do Palácio representa a expansão dessa tecnologia para espaços culturais públicos.
Operação contínua e reorganização do trabalho
As feiras do Festival da Primavera concentram grande fluxo de gente. O modelo tradicional envolve ampliar equipes humanas para atender picos de demanda. O S1 opera 24 horas, assumindo tarefas repetitivas como recebimento de pedidos e entrega de produtos.
Com isso, a equipe humana pode se dedicar à mediação cultural e ao atendimento especializado. O sistema foi apresentado pela Stardust Intelligence como “Robot Mart” e ocupa cerca de sete metros quadrados para acomodar robôs em atrações turísticas, parques e centros culturais.
O operador pode ajustar o portfólio de itens ao contexto local, incluindo cultura, brinquedos e alimentos. O formato flexibiliza a lógica do varejo cultural, mantendo a integração com o tema de cada evento.
Estrutura técnica e segurança
O S1 utiliza um acionamento por corda, descrito pela empresa como o primeiro desse tipo produzido em massa. A estrutura simula tendões humanos para controle preciso de força e movimentos graduais, reduzindo riscos em áreas de grande circulação.
O robô opera com um modelo de IA desenvolvido pela própria Stardust Intelligence. O sistema identifica cenários, interpreta tarefas e executa operações de forma autônoma. Interações geram dados para o aprimoramento contínuo da plataforma.
Durante a feira, o S1 manipulou objetos em jogos interativos do período e executou movimentos de pegar, transferir e posicionar itens com controle de força. Em operações comerciais, o princípio se aplica à manuseio e entrega de mercadorias.
A experiência aponta para uma integração crescente entre cultura e automação no espaço urbano. Levar robôs a eventos tradicionais serve como demonstração de soluções com potencial de replicação em outras cidades e contextos comerciais. A expansão depende da capacidade de operação contínua, segura e adaptável.
Entre na conversa da comunidade