O presidente dos EUA, Donald Trump, sinalizou nesta quinta-feira 19 que o Irã precisa chegar a um acordo significativo nas negociações com Washington nos próximos dez dias. Caso contrário, afirmou que “coisas ruins acontecerão” e que os EUA poderiam agir para ampliar o pressure militar.
A força militar dos EUA no Oriente Médio ganhou reforços, com dois porta-aviões próximos à região, entre eles o USS Gerald R. Ford, que vinha do Caribe, onde participou da ação contra Nicolás Maduro. O Pentágono discute opções que podem incluir ataques contra alvos iranianos.
Trump também afirmou, em rede social, que o Irã pode enfrentar medidas para “erradicar” um possível ataque, citando a base de Diego Garcia e a pista de Fairford. A declaração ocorre em meio a atores diplomáticos buscando retomar negociações com Omã mediando.
O cenário inclui informações de reportagens que indicam retirada parcial de pessoal americano do Oriente Médio para a Europa e os EUA, como medida preventiva frente a riscos de retaliação iraniana.
Polônia elegeu alerta para cidadãos no Irã: o primeiro-ministro Donald Tusk pediu que poloneses deixem o país do Oriente Médio, destacando a possibilidade real de conflito armado e a dificuldade de retirada.
As negociações entre EUA e Irã, retomadas recentemente em Genebra com mediadores de Omã, registraram pequenos avanços segundo a Casa Branca, após episódios de tensão ligados à repressão de protestos no Irã.
No estreito entre o Golfo Pérsico e o Oceano Índico, as Forças iranianas realizaram exercícios com a Rússia em sinal de coordenação militar, enquanto a Guarda Revolucionária participou de atividades com munição real, elevando o nível de alerta na região.
A frota americana no Oriente Médio inclui o USS Abraham Lincoln, nove destróieres e três navios de combate litorâneo, com o apeciado de mísseis Tomahawk e sistemas de defesa. O Lincoln fica a cerca de 700 quilômetros da costa iraniana.
A operação estratégica dos EUA é acompanhada de perto por autoridades e analistas, diante do risco de escalada envolvendo o Irã, Israel e bases americanas na região.
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