Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Ucranianos espalhados pela Europa presos em limbo pela guerra

Mais de cinco milhões de ucranianos vivem como refugiados pela Europa; o retorno torna-se cada vez mais incerto conforme o conflito persiste

Ukrainian family sit on packed bags in Poland, unsure they will ever return to Kyiv
0:00
Carregando...
0:00

Maryna Bondarenko, jornalista ucraniana de 51 anos, aguarda paz em Polônia, com três malas prontas no apartamento em Varsóvia. O conflito russo iniciou em 2022, quando fugiu de Kyiv com o filho e a mãe, acreditando que voltariam em meses. Hoje, trabalha em um newsroom em ucraniano para a comunidade de mais de 1,5 milhão de ucranianos na Polônia.

O deslocamento internacional desencadeou a maior crise de refugiados na Europa desde a Segunda Guerra. Segundo a ONU, mais de 5 milhões de pessoas deixaram a Ucrânia, buscando abrigo principalmente na Europa Central e Oriental. A maioria são mulheres e crianças, já que homens de idade militar permaneceram no país.

Famílias separadas e pressões em hostilidade local

Bondarenko sonha reencontrar o marido, Andrij Dudko, que atua como operador de drone na linha de frente. A família evita retornar diante de ataques aéreos e dificuldades de energia, água e aquecimento no inverno. Em Varsóvia, comunidades ucranianas cresceram, gerando tensões sobre benefícios sociais e empregos.

A jornalista mantém a ideia de retorno, ainda que reconheça mudanças profundas no país. Pesquisas indicam queda no interesse de ucranianos no exterior em retornar após o fim do conflito. O filho de Bondarenko, Danylo, de 11 anos, gosta da Polônia, mas não vê retorno próximo.

Vidas em Istambul e a distância da Ucrânia

Iryna Kushnir e Olga Yermolenko, amigas de Kharkiv, buscaram refúgio em Istambul no início da guerra, integrando-se a uma parcela menor de ucranianos na Turquia. Kushnir, 42, está casada com um turco e atua como professora na Istanbul University. Yermolenko, 43, trabalha remotamente para clientes ucranianos e mantém contato frequente com a mãe em Kharkiv.

Ambas relatam planos adiados de retorno e a sensação de viver entre duas vidas. Kushnir valoriza o orgulho da filha, Sofia, que permanece na Ucrânia para estudar. Yermolenko, que começou a aprender turco, acompanha as notícias de Kharkiv e teme pela segurança da família.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais