Na Groenlândia, autoridades locais rejeitaram a oferta de envio de um navio-hospital feito pelo presidente dos EUA, Donald Trump. O anúncio foi feito dias após o líder americano manifestar reiteradas intenções políticas em relação ao território autônomo dinamarquês, considerado estratégico para Washington.
Segundo o ministro da Defesa dinamarquês, Troels Lund Poulsen, o sistema de saúde da Groenlândia já é gratuito e universal, com atendimento disponível no território e, se necessário, com encaminhamentos à Dinamarca. A mensagem reforça que não há necessidade de uma iniciativa externa na área da saúde.
O primeiro-ministro groenlandês, Jens-Frederik Nielsen, respondeu afirmando que a ideia já foi registrada, mas que o país não necessita de navio-hospital, uma vez que o atendimento é gratuito para a população. Ele também ressaltou que o sistema público de saúde está funcionando na Groenlândia.
Reação de Groenlândia e Dinamarca
Mette Frederiksen, primeira-ministra dinamarquesa, avaliou positivamente o modelo de saúde gratuito e igualitário existente, destacando que acesso a cuidados médicos não depende de renda. Ela afirmou nas redes sociais que o mesmo vale para a Groenlândia.
As autoridades locais explicam que a Groenlândia tem cinco hospitais regionais, com Nuuk concentrando pacientes de todo o território. Além disso, o governo local assinou, no início de fevereiro, um acordo com a Dinamarca para melhorar o atendimento a pacientes groenlandeses em hospitais dinamarqueses.
Desdobramentos
A disputa envolve a posição do território diante de interesses estratégicos anunciados por Washington. O governo groenlandês reitera o funcionamento de um sistema público de saúde que atende gratuitamente a população, sem necessidade de intervenção externa para esse fim. Os próximos passos ainda não foram anunciados pelas partes envolvidas.
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