O artista ucraniano Aleksandr Dotsenko, que cumpria pena de três anos de prisão na Rússia por supostamente ter colocado slogans anti-guerra em um supermercado na região de Leningrado, morreu no dia 19 de fevereiro de ataque cardíaco. A confirmação ocorreu por meio de reportagens de veículos de imprensa.
Dotsenko tinha 65 anos. Ele foi condenado em julho de 2024 por acusações de “chamadas públicas para atividades terroristas”, na companhia de sua esposa, a artista Anastasia Dyudyaeva, que recebe pena de três anos e meio. O casal se declarou inocente.
A acusação sustenta que o casal incitou o terrorismo ao veicular mensagens contrárias à guerra; investigadores afirmaram que as ações teriam colocado em risco a vida do presidente da Federação Russa para interromper suas atividades públicas. Os defensores contestam o enquadramento, apontando falhas no processo, incluindo suposta má tradução de textos do ucraniano para o russo.
Detalhes do caso e desdobramentos
No dia 14 de fevereiro, o advogado de Dotsenko informou que ele sofreu um grande infarto dois dias antes, e que autoridades prisionais não teriam comunicado prontamente a hospitalização à defesa ou à família. Até 20 de fevereiro, a informação de falecimento já era confirmada pela rede de apoiadores FreeAsyaSasha, que acompanhava o caso.
Dyudyaeva, que já trabalhou como professora de desenho e designer gráfico, tem forte atuação artística desde o início da invasão da Ucrânia em 2022. Em prisões, o casal aparece em fotografias em posições próximas, o que evidencia o vínculo durante o processo. As obras de Dotsenko e as criações da parceria com Dyudyaeva foram amplamente divulgadas pela organização FreeAsyaSasha.
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