The embaixador dos EUA em Portugal pediu a Lisboa que retire o F-16 e adote o F-35 da Lockheed Martin, para ampliar a interoperabilidade com as forças aéreas europeias de alto nível. A declaração foi feita em meio a pressões para reforçar o gasto militar, em um cenário de NATO.
Arrigo mencionou, em entrevista à CNN Portugal, a meta de aumentar os gastos de defesa de Portugal para 5% do PIB até 2035, partindo dos atuais 2%. O objetivo é acelerar o cumprimento de compromissos dentro da aliança.
Segundo o embaixador, mais de 900 aeronaves F-35 estão em serviço ou encomendadas na Europa, e o avião oferece interoperabilidade com bases da região, com 25% de peças europeias.
Contexto político e orçamento
O ministro da Defesa português, Nuno Melo, afirmou em novembro que o processo de seleção para a substituição dos caças ainda não havia começado, indicando planejamento em curso sem definição pública.
Relações com a China
Arrigo disse que a administração dos EUA não pressiona Portugal a se posicionar entre Washington e Pequim, promovendo ao invés disso a estratégia de desredução de riscos, com foco em cibersegurança e avaliação de investimentos.
Investimentos chineses em Portugal
As relações econômicas incluem participação de empresas chinesas em setores estratégicos, com destaque para investimentos na utilities, infraestrutura e serviços financeiros, após a recuperação econômica do período de ajuda externa.
Perspectiva estratégica
O embaixador reforçou que os EUA se veem como parceiro próximo de Portugal, mantendo um distanciamento estratégico de potenciais adversários. O tema acompanha decisões de alinhamento com alianças ocidentais e mecanismos de cooperação.
BRI e posição de Lisboa
Portugal aderiu à Iniciativa Cinturão e Rota em 2018, o que, segundo Arrigo, pode mudar conforme os caminhos de cooperação entre Portugal e EUA evoluam, especialmente diante de mudanças políticas e comerciais.
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