O Ministério da Justiça e Segurança Pública do Brasil e a Interpol anunciaram a criação de um grupo de combate ao tráfico internacional na América do Sul. A iniciativa é coordenada e financiada pelo Brasil, por meio da Polícia Federal e do próprio ministério.
O grupo atuará exclusivamente no enfrentamento ao tráfico na região, reunindo policiais dos países sul-americanos recrutados pela Interpol. A sede ficará em Buenos Aires, no escritório regional da Interpol.
A ideia é usar bases de dados nacionais e da Interpol para conduzir investigações e realizar operações internacionais visando prisões de liderança do crime organizado e a apreensão de bens relacionados.
Estrutura e cronograma
A seleção de policiais deve ocorrer em março, com a expectativa de início de atuação do grupo até maio. O objetivo é ampliar a integração entre forças de segurança da região para enfrentar o crime transnacional.
O modelo se inspira nas Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficco), criado no Brasil, que já reúne PF, PF Rodoviária, Polícia Penal e as polícias estaduais. A cooperação internacional é vista como essencial.
O ministro da Justiça, Wellington Silva, ressaltou que a cooperação entre países é necessária para enfrentar organizações criminosas com atuação multilateral. O grupo deverá operar com foco especial no tráfico de drogas na região.
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