A Venezuela pediu à Assembleia das Nações Unidas nesta segunda-feira, 23, a libertação imediata de Nicolás Maduro Moros e de sua esposa, a primeira-dama Cilia Flores. O pedido foi feito perante o Conselho de Direitos Humanos, em meio a uma série de libertações sob uma lei de anistia anunciada por autoridades venezuelanas.
Segundo autoridades venezuelanas, Maduro foi capturado em Caracas em uma operação conduzida por autoridades dos Estados Unidos em 3 de janeiro. A ofensiva incluiu bombardimentos na capital e regiões próximas. A esposa do presidente deposto também foi detida durante a operação.
O governo venezuelano afirma que Maduro é o presidente constitucional e acusa Washington de violar a soberania venezuelana ao exigir sua liberdade. O chanceler Yván Gil declarou ao Conselho das Nações Unidas que a libertação é essencial para a normalização institucional do país.
Após o ataque, Delcy Rodríguez assumiu o poder na Venezuela e disse ter revertido medidas de relações com o governo americano. A gestão atual promoveu uma anistia ampla anunciada em 19 de fevereiro e iniciou o fechamento da prisão de Helicoide, centro de denúncias de violação de direitos humanos.
Segundo o Parlamento, representado pelo presidente Jorge Rodríguez, cerca de 1.500 pedidos de anistia já foram apresentados à Justiça. A ONG Foro Penal informou que 65 pessoas tiveram liberdade plena nos últimos três dias. Organizações de direitos humanos criticam a abrangência da lei.
A Anistia mantida pela oposição venezuelana é alvo de críticas por não abranger casos envolvendo militares, como os registrados em Rodeo I, onde cerca de 200 presos iniciaram greve de fome recentemente. A comunidade internacional segue observando os desdobramentos do processo.
Entre na conversa da comunidade