Binance volta a estar no centro das atenções após cinco ex-funcionários de compliance alegarem que a exchange processou mais de US$ 1 bilhão em transações ligadas a sanções envolvendo o Irã, mesmo sob supervisão do DOJ desde um acordo de 2023.
Os ex-investigadores, que atuavam em forense de blockchain, dizem ter sido demitidos após sinalizarem atividades suspeitas ligadas a entidades iranianas, incluindo a Nobitex, que teriam movimentado o montante via Binance.
CZ afirma que as demissões ocorreram por desempenho insatisfatório, não por denúncias. A empresa sustenta que houve uma reformulação de compliance e aponta redução de 97% no volume de transações sancionadas entre 2024 e 2025.
Retaliação ou reestruturação?
Segundo os ex-funcionários, o episódio expõe falhas no controle de triagem de atividades ilícitas e aponta que o foco foi conter o escândalo em vez de corrigir as brechas.
Binance já pagou cerca de US$ 4,3 bilhões em multas relacionadas a AML e sanções e permanece sob monitoramento do DOJ e do FinCEN. Novo episódio pode aumentar a pressão regulatória.
Para o desfecho, vale acompanhar documentos internos e evidências sobre demissões. Se comprovada retaliação, o impacto regulatório tende a se intensificar; caso contrário, pode haver apenas ajuste operacional.
Entre na conversa da comunidade