Bolívia retoma cooperação operativa com a DEA dos EUA após 17 anos de afastamento, em movimento voltado a combater o tráfico de drogas. O anúncio aponta para uma estratégia multilateral para enfrentar o crime organizado.
O Ministério do Interior, representado pelo titular Marco Oviedo, confirmou que agentes da DEA voltaram a trabalhar com autoridades bolivianas, revertendo a expulsão de 2008 ordenada pelo então presidente Evo Morales. A iniciativa reforça o foco em vigilância fronteiriça e desmantelamento de redes de tráfico.
Oviedo afirmou que a presença da DEA ocorre junto a cooperação de serviços europeus de inteligência e polícia, com o objetivo de engajar também agências antidrogas de vizinhos. O governo busca ampliar a atuação regional contra o crime transnacional.
Bolívia, importante centro de trânsito de cocaína e grande produtora, ganhou relevância estratégica para os esforços de combate ao narcotráfico dos EUA, em meio a recordes globais de produção e apreensões. Dados da ONU apontam aumento recente das plantações.
O chanceler Fernando Aramayo mencionou que as áreas específicas de cooperação e os limites operacionais ainda estão sendo definidos. Um acordo completo sobre o alcance das atividades da DEA deve ser apresentado nas próximas semanas.
Além das medidas de cooperação, o governo busca modernizar ferramentas para detectar transações digitais ligadas ao tráfico, incluindo ativos em criptomoedas para lavagem de dinheiro, segundo Aramayo. A parceria visa ampliar o enfrentamento ao crime transnacional.
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