A Casa Branca elevou o tom, mas deixou uma porta aberta. Em coletiva nesta terça-feira (24), a porta-voz Karoline Leavitt afirmou que a diplomacia é a primeira escolha de Donald Trump na relação com o Irã. Ainda assim, deixou claro: se necessário, o presidente pode recorrer à “força legal”.
Segundo a CBS News, Trump deve tomar uma decisão sobre um possível ataque após a rodada de negociações nucleares marcada para quinta-feira (26). O veredito dependerá das avaliações de dois nomes de confiança: Steve Witkoff, enviado especial dos EUA ao Oriente Médio, e Jared Kushner, genro e conselheiro do presidente.
Os dois vão medir, em Genebra, se Teerã está genuinamente disposto a fechar um acordo ou apenas ganhando tempo. A reunião será com o chanceler iraniano Abbas Araghchi e acontece em meio a um cenário de tensão crescente.
Enquanto diplomatas conversam na Suíça, militares se movimentam na região. A Guarda Revolucionária do Irã realizou exercícios com mísseis, artilharia, drones, forças especiais e veículos blindados. Do outro lado, os Estados Unidos reforçaram sua presença naval e aérea no Oriente Médio para monitorar possíveis ameaças.
O chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, afirmou à CBS News e à Axios que, caso haja ordem para atacar, a estratégia prevê uma vitória rápida, embora reconheça o risco de retaliação. Trump, por sua vez, reiterou que não quer guerra, mas sinalizou que está pronto para agir.
Entre negociações e demonstrações de força, o relógio corre. A quinta-feira pode redefinir os rumos da crise.
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