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Chanceleres de diversos países condenam ações de Israel na Cisjordânia

Ministros das Relações Exteriores de Brasil, França, Espanha, Turquia e outros denunciam ampliações do controle israelense na Cisjordânia, apontando violação do direito internacional e risco à paz

Vista aérea do assentamento judeu de Kedar, na Cisjordânia ocupada 25/6/2023 REUTERS/Ilan Rosenberg
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Três chanceleres reunidos e diplomatas de várias nações condenaram ações anunciadas por Israel na Cisjordânia. O comunicado conjunto aponta que as mudanças ampliam o controle israelense sobre áreas palestinas, com impactos considerados ilegais por parte dos signatários.

Entre as medidas criticadas estão a reclassificação de terras palestinas como supostas terras estatais israelenses, além de acelerar a expansão de assentamentos. O documento classifica tais movimentos como uma violação ao direito internacional e como um passo que se aproxima de uma anexação de fato.

O texto foi divulgado na noite desta segunda-feira pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil e envolve ainda França, Espanha, Turquia e outros países. Assinam também Arábia Saudita, Egito, Catar, além de chefes da Liga Árabe e da Organização da Cooperação Islâmica.

As medidas em questão foram aprovadas pelo gabinete israelense em 15 de fevereiro, visando reforçar o controle sobre a Cisjordânia ocupada e facilitar a compra de terras por colonos. Os palestinos classificaram a decisão como uma anexação prática de território.

A Cisjordânia é reconhecida internacionalmente como região disputada, com grande parte sob controle militar de Israel. A Administração palestina possui autonomia limitada em áreas específicas administradas pela Autoridade Palestina, com apoio de parceiros ocidentais.

O comunicado conjunto afirma que as mudanças prejudicam esforços de paz e comprometem perspectivas de estabilidade regional e de integração entre países da região. Os signatários destacam que as ações dificultam qualquer avanço diplomático relevante no curto prazo.

A posição de Brasil e demais signatários reforça a prática de alerta diplomático frente a medidas de aumento de controle territorial. A organização das reações internacionais sinaliza uma atuação coordenada em temas de direito internacional e suporte a soluções pacíficas.

A reportagem destacou a orientação de que as informações são provenientes de fontes oficiais e impressas em nota conjunta. Não foram incluídas declarações adicionais de representantes, além das assinaturas dos governos envolvidos.

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