More de 600 kenianos que foram atraídos ao Camboja com promessas de trabalho dizem ter sido mantidos contra a vontade em um esquema de tráfico e acionam o governo keniano na Justiça para retornarem ao país.
Os encaminhamentos judiciais dizem que os compatriotas ficaram confinados em um complexo vigiado, com muros altos e arame farpado para impedir fuga, enquanto eram obrigados a trabalhar até 16 horas diárias para cumprir metas rígidas. Relatos apontam ainda ferimentos não tratados e casos de stabbed, sem informações sobre a natureza exata das atividades.
Não fica claro se os kenianos estavam em centros de golpe, como os que autoridades cameroneses vêm fechando recentemente, caso que envolve fraudes cibernéticas. Segundo o processo, após uma operação policial no local, os captores teriam fugido. O grupo permanece em abrigos locais, em Camboja, sem alimentação adequada e com necessidades médicas urgentes.
Pedido de repatriação e proteção consular
O grupo solicita medidas urgentes para que o Ministério das Relações Exteriores do Quênia e órgãos autonômicos ofereçam proteção consular, emitam documentos de viagem de emergência e promovam a repatriação. O texto também cita garantias constitucionais contra tortura e escravidão, sustentando o dever do Estado de proteger cidadãos no exterior.
Segundo as informações públicas, autoridades cambojanas teriam informado ao grupo para deixar o país até 28 de fevereiro de 2026, sob pena de ação legal e prisão. Os kenianos afirmam não ter condições financeiras de custear os voos de retorno. A Justiça queniana deve ouvir o caso ainda nesta terça-feira.
Entre na conversa da comunidade