A China continua a enfrentar purgas no seu aparato militar, com impactos observáveis na cadeia de comando e na prontidão das forças armadas. Um estudo do International Institute for Strategic Studies (IISS) aponta deficiências significativas na estrutura de comando enquanto o país acelera sua modernização.
O relatório, parte do Military Balance anual, ressalta que as purgas ainda não terminaram, atingindo a Comissão Central de 1a. linha, comandos regionais, aquisição e desenvolvimento de armamentos, além de instituições de defesa. O efeito, segundo a análise, é que o PLA opera com lacunas até que as vagas sejam preenchidas.
Zhang Youxia, veterano aliado do presidente Xi Jinping, foi colocado sob investigação em janeiro, e He Weidong foi expulso em outubro passado. O processo reduziu o núcleo de comando de sete membros para apenas dois: Xi como presidente da CMC e Zhang Shengmin como vice.
Impacto na prontidão e no modernização
Se promoções ocorreram por conluios, se armas defeituosas chegaram por falhas contratuais e a moral ficou abalada, o texto indica que o purge provavelmente terá efeito de curto prazo. Ainda assim, a modernização deve seguir em ritmo acelerado.
O estudo enfatiza a atuação externa de Pequim no Indo-Pacífico, com maior presença militar em apoio a reivindicações territoriais. Também aponta aumento de deslocamentos perto de Taiwan em 2025 e que o tema da defesa segue no centro da estratégia nacional.
Xi citou a repressão em discurso público recente aos membros das Forças Armadas, reconhecendo um ano incomum e destacando avanços na educação política e na luta contra a corrupção. O relatório também observa que os gastos militares da China cresceram acima da média regional.
A participação de Pequim na segurança regional é marcada por um componente de poder projetado, com forte ênfase na defesa e na dissuasão. A fatia chinesa do total regional de gastos subiu para quase 44% em 2025, ante 37% na década anterior.
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