A Assembleia de Taiwan discutirá no final da próxima semana o orçamento especial de defesa de US$ 40 bilhões, parado por objeções da oposição. A pauta é vista como crucial para enfrentar a pressão militar da China. A discussão ocorre com apoio internacional sob observação.
O projeto foi apresentado pelo presidente Lai Ching-te no ano passado como resposta aos exercícios de pressão de Pequim. A oposição, que detém a maioria na Câmara, rejeita o texto e apresentou propostas próprias com financiamento mais restrito, cubrindo apenas parte das aquisições desejadas.
Interessados internacionais acompanham o andamento, já que 37 legisladores dos EUA encaminharam uma carta a políticos taiwaneses manifestando preocupação com a paralisação. O presidente da Casa e o seu substituto garantiram prioridade ao tema.
Contexto
Os blocos alinhados ao governo e à oposição fecharam acordo para pautar o projeto na sessão de março, segundo imagens postadas por deputados. Taiwan depende de financiamento externo, principalmente dos EUA, para ampliar seu aparato defensivo.
A relação entre Taiwan, EUA e China continua estável como tema central do debate público. Pequim mantém a estratégia de coerção para pressionar a ilha a aceitar sua soberania, enquanto Taiwan busca manter sua autonomia e capacidade de defesa.
O governo taiwanês afirma que a defesa depende de investimentos contínuos e acertados. A proposta de Lai visa ampliar capacidades estratégicas, incluindo aquisição de armas e tecnologia militar com o apoio de aliados.
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