O líder norte-coreano, Kim Jong-un, encerrou nesta semana o IX Congresso do Partido dos Trabalhadores, reunião quinquenal do regime único. Em Pyongyang, ele informou que o Partido pretende ampliar e reforçar a força nuclear do país. O discurso de trabalho foi divulgado pelos veículos oficiais.
Kim reafirmou a prioridade aos projetos para aumentar o arsenal nuclear e ampliar a capacidade dos meios de dissuasão. O anúncio ocorreu no encerramento do congresso, com desfile militar na capital, que marcou a conclusão do encontro.
O líder também sinalizou abertura para negociações com os Estados Unidos, desde que a política hostil seja abandonada e a posição norte-coreana seja respeitada na Constituição. A condição central é a desnuclearização fora da mesa de negociação, conforme leitura do relatório oficial.
O que restou claro é a continuidade da aposta norte-coreana em fortalecer reservas estratégicas. Médias estatais destacaram o crescimento da projeção internacional de Pyongyang nos últimos anos, além de planos para novos arsenais e sistemas de armas avançados.
No desfile, Kim apareceu com casaco de couro preto, ao lado de comandantes militares, observando desfiles de tropas. A filha, Kim Ju-ae, aparece atrás do líder em retratos oficiais, alimentando especulações sobre um papel sucessório no regime.
Segundo a estatal, a retaguarda do evento não exibiu armas estratégicas em uso, diferente de outras ocasiões. Analistas avaliam se há sinalização de ritmo acelerado na produção de material fisível.
Armas e projeção internacional
- O país mantém cerca de 50 ogivas nucleares e tem material suficiente para produzir dezenas adicionais.
- O relatório aponta avanços em mísseis balísticos intercontinentais e tecnologia de guerra eletrônica.
- Drones, mísseis lançados desde o mar e capacidades de alcance espacial entram nos planos apresentados.
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