O governo dos EUA e a União Europeia firmaram uma janela de cooperação em minerais críticos, apesar de tensões em outras áreas. O avanço ocorreu em meio a debates sobre cadeias de suprimento, dependência externa e estratégias de segurança econômica.
A cooperação ganhou impulso com acordos entre EUA, UE e Japão para fortalecer a resiliência de fornecimento de minerais. O Reino Unido também assinou instrumentos de entendimento com Washington no setor, ampliando a rede de parceiros.
Delegações de mais de 50 países participaram de uma reunião ministerial sobre minerais críticos. Dezoito países, incluindo o Reino Unido, formalizaram acordos bilaterais ou MOUs com os EUA. A UE, Japão e EUA anunciaram planos para um acordo conjunto.
Contexto e objetivos
Especialistas ressaltam que a prioridade é diversificar cadeias de suprimento e reduzir a dependência de fornecedores dominantes, especialmente a China, que domina o mercado de terras raras. O tema se apresenta como uma via de cooperação rara entre EUA e Europa.
Para Washington, minerais como cobre e terras raras sustentam investimentos em IA e infraestrutura digital. A Europa, por sua vez, busca reduzir vulnerabilidades ligadas a controles de exportação e fortalecer produção interna.
Desafios e perspectivas
Análises apontam que a cooperação não significa afrouxamento de disputas políticas. O interesse é mútuo pela necessidade de segurança econômica, mas há receio de se tornar dependente de acordos com Washington.
A União Europeia tem considerada medidas próprias para ampliar produção local e reciclagem, sob a lei europeia de matérias-primas críticas. Em 2026, Bruxelas planeja ampliar financiamentos para o setor.
O relatório de auditoria da União Europeia indica que ainda há obstáculos na implementação das metas, com gargalos na diversificação de importações e na capacidade de produção interna. Especialistas recomendam maior aporte de capital.
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