O governo dos Estados Unidos e o Irã avaliam um possível acordo nuclear para limitar o programa de enriquecimento de urânio de Teerã. O objetivo seria impedir que o enriquecimento avance até o nível de armas, mantendo a cooperação para uso civil. A avaliação ocorre após ataques a instalações iranianas e mudanças na verificação internacional.
O Irã tem desenvolvido, ao longo de décadas, um sofisticado programa de enriquecimento. O urânio enriquecido em alta pureza pode servir combustível para usinas, mas, em níveis próximos à munição, pode sustentar armas nucleares. A Agência Internacional de Energia Atômica acompanha o material presente e o que ocorreu em instalações bombardeadas.
A negociação envolve quem está envolvido e quando ocorreu o conflito: ataques de 2024 contra instalações nucleares iranianas destruíram parte do estoque e danificaram usinas. A IAEA ainda não confirmou o estado exato do estoque de urânio nem autorizou inspeções completas nas áreas atingidas.
Entre os temas centrais, está a condição de descontinuar ou suspender o enriquecimento, já que Teerã sustenta que tem direito sob o Tratado de Não Proliferação, desde que não produza armas nucleares. Diplomatas consideram vários caminhos, como limitar o enriquecimento, manter a atividade apenas para usos não bélicos ou transferir parte da capacidade para outros países.
Opções de negociação e verificação
Pesquisas indicam três caminhos principales: enriquecer em locais alternativos sob coordenação regional; manter o enriquecimento para propósitos não militares, como isótopos estáveis para medicina e pesquisa; ou reduzir a pureza e o número de centrífugas permitidos. A verificação continua como elemento central.
A ideia de um consórcio regional para enriquecimento já foi discutida, mas o Irã rejeita a ideia de realizar o enriquecimento fora de seu território. Em paralelo, a checagem de estoques, a contagem de centrífugas e a localização de equipamentos avançados permanecem pontos-chave para qualquer acordo.
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