O primeiro-ministro da Albânia, Edi Rama, demitiu nesta quinta-feira a vice-basadora Belinda Balluku, diante de acusações de manipulação de licitações. Balluku enfrenta indícios de interferência na concessão de dois contratos de construção em 2021, avaliados em mais de 200 milhões de euros.
A acusação é alvo do escritório especial de acusação, SPAK, que indiciou Balluku em dezembro por suposta interferência. Rama manteve Balluku sob fogo suspenso por meses e decidiu pela sua exoneração em uma reformulação de sete cargos no governo, incluindo defendido e ministro das Relações Exteriores.
Balluku ocupava os cargos de vice-primeira-ministra e ministra da Infraestrutura. A gestão de Rama, no poder desde 2013, sustenta que não houve motivos para a demissão nesta semana. O governo afirmou que mudanças são frequentes e que a resposta de Balluku permaneceu incoerente.
Contexto da investigação
A oposição tem intensificado as protestas desde a indiciamento, com a Democracia exigindo a saída de Rama. Em meio aos dissensos, demonstrantes lançaram artefatos incendiários, provocando feridos entre manifestantes e forças de segurança.
Repercussão internacional
Fontes da União Europeia disseram à Reuters acompanhar de perto a condução dos casos de corrupção pelo governo, ressaltando que o combate à criminalidade é crucial para a meta de adesão à UE até 2030. Parlamentares deverão votar sobre a imunidade de Balluku em 5 de março, abrindo caminho para eventual prisão pela SPAK.
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