O governo dos Estados Unidos flexibilizou nesta quarta-feira 25 o veto às exportações de petróleo venezuelano para Cuba, abrindo a possibilidade de venda ao setor privado cubano. A medida ocorre enquanto o Departamento de Tesouro avalia condições para evitar que o óleo seja usado pelo governo ou por militares.
O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que Cuba precisa mudar drasticamente para melhorar a situação econômica e energética da ilha. Rubio participou de uma cúpula da Caricom na ilha de São Cristóvão e Nevis, destacando preocupações regionais sobre os efeitos da crise cubana.
Rubio ressaltou que a liberação manterá sanções caso o petróleo acabe nas mãos do governo cubano ou das forças militares. Ele disse que os Estados Unidos apoiariam reformas que abrirem espaço para liberdade econômica e política no país.
Contexto regional
Líderes da região temem com que a crise em Cuba possa se espalhar pela caribe. O primeiro-ministro da Jamaica, Andrew Holness, afirmou que sofrimento humano não beneficia a ninguém e que uma crise prolongada não ficará restrita à ilha. O primeiro-ministro de São Cristóvão e Nevis, Terrance Drew, concordou com o diagnóstico de instabilidade regional.
O Canadá anunciou apoio financeiro a Cuba, com uma ajuda de 8 milhões de dólares canadenses. A medida busca mitigar impactos da escassez de combustível e de apagões vivenciados pela população cubana.
Venezuela e eleições
Durante a reunião, Rubio defendeu a operação que resultou na captura de Nicolás Maduro e afirmou que a Venezuela vive uma fase em que são necessárias eleições justas e democráticas. O diplomata citou avanços desde a operação, sem indicar calendário específico.
Desde a queda de Maduro, os EUA passaram a atuar com a mandatária interina Delcy Rodríguez, mantendo apoio à oposição democrática. A discussão também tratou de cooperação regional na resposta à crise econômica e humanitária.
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