A Ucrânia estuda formar consórcios com aliados para construir defesas aéreas capazes de derrubar mísseis balísticos e superar o déficit crítico de munição para sistemas Patriot de fabricação americana. A informação foi anunciada pelo ministro da Defesa, Mykhailo Fedorov, durante entrevista nesta semana em Kyiv.
Fedorov disse que os estoques de mísseis PAC-3 dos Patriot estão em níveis baixos e que a defesa aérea tem sido prioridade desde que tomou posse, em meados de janeiro. O objetivo é desenvolver capacidades próprias de contra-mísseis, combinando produção com apoio de parceiros internacionais.
O presidente Volodymyr Zelenskiy tem criticado repetidamente atrasos de entregas de Patriot e de outras defesas aéreas por parte de aliados desde a invasão russa de 2022. Em janeiro, o governo informou que alguns sistemas ficaram sem munição em um momento de forte tensão.
A ideia de criar ventures conjuntos foi discutida entre Fedorov e Zelenskiy, segundo o ministro. Não ficou claro se as negociações já ocorreram com aliados específicos ou quais países estariam no foco desses planos.
A leitura é de que o projeto exigiria planejamento dedicado e cálculos complexos, mas a Ucrânia afirma precisar desenvolver suas próprias capacidades para reduzir dependência de remessas externas e manter a defesa de seu espaço aéreo.
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