O Irã anunciou a morte de Ali Khamenei aos 86 anos, após ataques aéreos de Israel e dos EUA que destruíram parte de seu complexo central em Teerã. O anúncio veio em meio a décadas de tensão pela política nuclear iraniana.
Khamenei governou o país desde 1989, consolidando um sistema de poder que mantém o exército sob controle direto e nomeia autoridades-chave. Durante seu mandato, a relação com os EUA foi marcada por hostilidade constante.
A queda do líder ocorre em meio a uma onda de protestos no Irã, com manifestações contra o governo e slogans como Death to the dictator. O regime enfrentava pressão interna e dificuldades econômicas.
Khamenei foi visto como uma figura de controle firme, capaz de silenciar opositores e manter a linha antiocidental. Sua presidência e liderança religiosa moldaram decisões estratégicas do país.
O líder defendia uma política de resistência frente a pressões externas, inclusive em negociações sobre o programa nuclear, que ele afirmava não visava armas atômicas. Em 2015 apoiou um acordo parcial.
O fim do governante ocorre após anos de atritos regionais, com o Irã fortalecendo uma aliança regional conhecida como Eixo da Resistência, apoiando milícias e governos aliados. Em 2024 houve abalos com ataques aéreos.
Entre as ações de Khamenei, destacou-se a centralização do poder, controle sobre as Forças Revolucionárias e nomeação de chefes de judiciário e serviços de segurança. Análises apontam isolamento externo.
Histórico de prisões e perseguições marcou seu início político. Sua liderança surgiu no pós-revolução de 1979, quando consolidou o papel de autoridade suprema do país, acima de muitos rivais internos.
Khamenei manteve uma retórica dura contra ocidente, chamando Washington de adversário principal e mantendo uma postura de não normalização de relações com os EUA. As tensões com Israel também permaneceram altas.
Em termos regionais, ele ampliou a influência iraniana em العراق, Líbano e Síria, com apoio a grupos aliados. Nas últimas décadas, esse poder foi desafiado por mudanças políticas locais e ações de adversários.
A comunidade internacional acompanha os desdobramentos, incluindo impactos sobre negociações diplomáticas e sobre o aperto econômico enfrentado pelo Irã. Continuam as avaliações sobre o futuro político do país.
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