Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Ataque houthi à sede do governo do Iêmen deixa ao menos 4 mortos

Arábia Saudita acusa o Irã de incentivar ofensiva dos houthis; ataques ao aeroporto de Riade já deixaram 17 mortos

Vista panorâmica de um porto cercado por montanhas áridas, com embarcações navegando em águas azuis, um navio parcialmente submerso próximo à costa e construções espalhadas pela região litorânea.
Após os houthis tomaram a capital, Sanaa, o governo iemenita se retirou para Áden em 2014 (Reprodução/Wikimedia Commons)

Os houthis do Iêmen lançaram mísseis e drones contra o complexo do palácio presidencial de Áden, no sul do país, nesta quinta-feira (15). O ataque deixou ao menos quatro mortos e cerca de dez feridos, segundo fontes do governo ouvidas pela AFP. No mesmo dia, a Arábia Saudita acusou o Irã de incentivar a escalada do conflito.

Esse é o primeiro ataque da atual fase do conflito contra a sede do governo iemenita, o palácio al-Maashiq, apoiado pelos sauditas. O primeiro-ministro, Shaya Mohsen Zindani, estava no prédio. Segundo o ministro da Informação, Moammar al-Eryani, ele e os membros do gabinete não se feriram. Nas redes sociais, Zindani afirmou que o governo “continua cumprindo suas funções”.

Um ministro iemenita, que pediu anonimato, disse à AFP que três mísseis atingiram um centro de comando do Exército iemenita. Além disso, outros dois ataques acertaram um centro de comando da coalizão liderada pela Arábia Saudita, dentro do complexo.

O que dizem os houthis

O porta-voz militar dos houthis, Yahya Saree, disse que o grupo atingiu o que chamou de quartel-general das operações militares sauditas em Áden. Segundo ele, “qualquer presença militar saudita” é um “alvo legítimo”.

A agência SABA, controlada pelos houthis, afirmou que oficiais sauditas comandavam o local e que havia depósitos de armas no complexo. Contudo, a Reuters não conseguiu verificar as informações de forma independente.

As forças do governo também informaram que os houthis lançaram “vários mísseis balísticos” contra Marib, no centro do país, área sob controle do governo.

A guerra no Iêmen começou em 2014, quando os houthis tomaram a capital, Sanaa, e o governo se retirou para Áden. No ano seguinte, a Arábia Saudita liderou uma intervenção militar no país. Porém, o conflito chegou a um impasse e, em 2022, as partes fecharam uma trégua, que durou até este ano.

Arábia Saudita acusa o Irã

O vice-ministro saudita para assuntos diplomáticos, Rayed Krimly, disse que a ofensiva dos houthis tem apoio de Teerã. Segundo ele, o Irã continua “armando, treinando e apoiando” o grupo, em violação a resoluções do Conselho de Segurança da ONU.

Krimly afirmou que o reino mantém contato direto com o Irã, mas não fala com os houthis há várias semanas. Segundo ele, o grupo se recusou a participar de uma reunião proposta por Omã, que atua como mediador.

O porta-voz da coalizão, Turki al-Maliki, também citou “atores regionais”, sem nomeá-los. Na avaliação dele, esses atores forneceram aos houthis mísseis balísticos, drones e lanchas carregadas com explosivos.

De fato, a disputa atual faz parte da guerra regional que começou com os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, em fevereiro. Os houthis são aliados do Irã.  Com o bloqueio do estreito de Ormuz pelo Irã, o estreito de Bab el-Mandeb, controlado pelos houthis, ganhou importância para as exportações de petróleo sauditas. O barril é negociado acima de US$ 100.

+Bloqueio do Estreito de Ormuz já afeta colheitas, alerta agência da ONU

+FMI vê risco global após houthis atacarem instalações na Arábia Saudita

(Com informações da Reuters e da AFP)

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais