Na tarde de sábado, os pontos de passagem para a Faixa de Gaza foram fechados, interrompendo o fluxo de ajuda humanitária e a movimentação de pacientes em evacuação médica, segundo a agência governamental israelense COGAT. As medidas ocorreram no contexto de ataques de forças israelenses e americanas contra o Irã.
A Rafah, rota sul da Gaza com o Egito, foi incluída nas paralisações. O acesso havia sido reaberto no início de fevereiro, permitindo a passagem de alguns pacientes com necessidade urgente de cuidado médico, após meses de restrições.
A população de Gaza, com mais de 2 milhões de habitantes, permanece dependente de ajuda internacional. Organizações alertam que bloqueios dificultam a entrega de itens básicos e serviços médicos. Em fevereiro, a ONU indicou impedimentos na entrega de ajuda.
A organização Human Rights Watch divulgou relatório afirmando que restrições de acesso contribuíram para a escassez de medicamentos, equipamentos de reconstrução, alimentos e água no território. A COGAT, por sua vez, informou que já houve envio suficiente de alimentos para quatro vezes a necessidade desde o início do cessar-fogo, sem apresentar evidências.
Situação humanitária
A COGAT alegou ainda que o estoque existente deve atender por um período prolongado, apesar das críticas de organizações internacionais sobre a eficiência e a continuidade da assistência. Não houve confirmação de novas rotas de entrada no momento.
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