Donald Trump, presidente dos EUA, anunciou em transmissão noturna um ataque conjunto com Israel contra o Irã e afirmou que Washington não tolerará o Irã com armas nucleares. O objetivo declarado é defender os Estados Unidos e eliminar ameaças iminentes.
O republicano discursou a partir de Mar-a-Lago, na Flórida, e afirmou que grandes operações de combate começam no Irã. O pedido ao povo iraniano foi claro: derrubar o governo e tomar o destino em suas próprias mãos.
Pouco depois, o primeiro-ministro de Israel, Benjamín Netanyahu, reforçou a mensagem, dizendo aos iranianos que é a oportunidade de agir, sem detalhar números de vítimas. O pronunciamento ocorre em meio a negociações entre Teerã e Washington sobre o programa nuclear.
Contexto da ofensiva e desdobramentos
As operações foram anunciadas dias depois de negociações percentuais entre EUA e Irã sobre o programa nuclear, e nove meses após um ataque norte-americano anterior a instalações nucleares iranianas, segundo relatos de agências internacionais.
Trump justificou a ação argumentando que o Irã não respondeu aos esforços de acordo oferecidos ao longo dos anos e que o país tem buscado reconstruir seu programa nuclear e ampliar mísseis de longo alcance. O governo americano indicou intenção de neutralizar capacidades estratégicas iranianas.
O presidente afirmou ainda que poderão ocorrer baixas entre as forças americanas, algo que não havia ocorrido em ações anteriores na região. Em mensagem à Guarda Revolucionária e às forças de segurança iranianas, houve um chamado à desmobilização, com promessa de imunidade para quem cooperasse.
A operação foi apresentada como mais ampla do que intervenções anteriores, com foco em destruir mísseis, debilitar a indústria de mísseis e enfraquecer a Marinha iraniana, além de desarticular redes de apoio a grupos considerados terroristas. O objetivo declarado é impedir desestabilização regional e mundial.
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