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UE reforça apoio a Zelensky enquanto Trump critica ataques de Kiev

Presidente americano culpa ofensivas ucranianas pela alta da energia às vésperas das eleições de meio de mandato nos EUA

Homem de barba, vestindo jaqueta escura, em pé num tapete vermelho na pista de um aeroporto, diante de um avião branco com a inscrição "Україна" e o brasão ucraniano. Ao fundo, outros homens de terno e um militar observam.
Zelensky afirmou que Kiev deixou de apoiar a trégua energética anunciada por Trump (Crédito: Reprodução/Embaixada da Ucrânia na Bélgica)

Os líderes da União Europeia demonstraram apoio ao presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, em cúpula realizada em Bruxelas nesta sexta-feira (16). Ao mesmo tempo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a atacar Kiev e chamou de “vergonha” as ofensivas ucranianas contra refinarias russas.

O encontro ocorre em um dos períodos mais delicados para a Ucrânia, com cidades do país sob bombardeios constantes de mísseis e drones. Também há receio de que Washington interrompa o envio de armas e o compartilhamento de dados de inteligência com Kiev.

No último fim de semana, Trump surpreendeu Zelensky ao anunciar que Ucrânia e Rússia tinham concordado em não atingir as instalações de energia uma da outra. Às vésperas das eleições de meio de mandato, em novembro, o presidente americano atribuiu aos ataques ucranianos contra refinarias russas a alta nos preços da energia, o que pode lhe custar votos.

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Os Estados Unidos também fecharam um acordo de diesel com a Rússia, o que irritou a Ucrânia e os aliados europeus.

Zelensky abraçou vários líderes ao chegar à cúpula. “Queremos acabar com essa guerra o mais rápido possível. Não vemos, no momento, sinais do lado russo de que estejam prontos para isso, para acabar com essa guerra. É por isso que temos que nos preparar para o inverno”, afirmou.

“O pacote de inverno não se resume apenas à energia, mas também à defesa aérea e ao financiamento”, completou o presidente ucraniano.

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Nos bombardeios mais recentes, drones russos mataram três pessoas em Kharkiv. Ataques em outras regiões deixaram centenas de milhares de moradores sem eletricidade.

Em entrevista à Reuters, o primeiro-ministro da Estônia, Kristen Michal, avaliou que o bloco provavelmente terá de liberar um novo empréstimo para ajudar a Ucrânia a cobrir o déficit orçamentário do próximo ano.

“O inverno passado já foi um inferno; este será, mais uma vez, como um inferno”, disse Michal.

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“Temos muitas lacunas a preencher, e essa é uma missão europeia: preencher as lacunas com o que a Ucrânia precisa. Porque sempre, no início (e) no fim de toda conversa, as pessoas precisam ser lembradas de que estamos sentados em uma sala aquecida, com as luzes acesas, o aquecimento ligado, o café quente, e não podemos nos cansar da guerra na Ucrânia, porque eles estão lutando… por nós”, declarou o premiê.

Nesta semana, Trump afirmou que o compartilhamento de informações de inteligência com a Ucrânia continua. Já a chefe de política externa da UE, Kaja Kallas, disse que o bloco prepara um novo pacote de sanções para pressionar a Rússia e espera aplicá-lo em conjunto com parceiros de todo o mundo.

*Com informações da Reuters

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