O estreito de Ormuz permanece fechado, interrompendo o trânsito de uma parcela considerável do petróleo que o mundo consome. Irã, que controla a faixa costeira, declarou que o acesso não está permitido, levando navios e refinarias a buscarem rotas alternativas. O acirramento entre EUA, Israel e Irã agrava a instabilidade na região.
Navios de grande porte já suspendem operações em Ormuz. A operadora alemã Hapag-Lloyd informou a suspensão de tráfego até novo aviso. Consequência imediata: empresas de transporte e refinarias começam a buscar suprimentos em outras regiões.
Japão e Índia intensificam adaptação aos bloqueios. Navios japoneses adiam atividades no estreito, e refinarias estatais indianas buscam fornecimentos alternativos. China reforçou estoques após registros recordes de importações nos últimos meses.
OPEP decide ampliar produção
A OPEP, em reunião por teleconferência com a Rússia, aprovou aumento de 206 mil barris por dia para abril. O ajuste supera expectativas e busca atenuar a queda de oferta causada pelo bloqueio. O cartel cita perspectivas estáveis e reservas reduzidas.
A medida pode ter efeito limitado sobre o preço do petróleo, segundo analistas. A capacidade de produção de muitos membros já está no teto, com exceção de alguns, como a Arábia Saudita. Para excedentes significativos, seria necessária reserva de produção adicional.
Panorama de mercados e riscos
Analistas alertam que o Brent pode chegar a 100 dólares por barril diante da incerteza de Ormuz. O risco de ataques a instalações energéticas eleva volatilidade e pressões inflacionárias. Além disso, a dependência de Oriente Médio permanece alta para a Ásia, que importa grande parte de seu petróleo.
O Pentágono e autoridades internacionais acompanham o desdobrar dos conflitos. Enquanto o custo da energia aumenta, os EUA não indicam planos de liberar reservas estratégicas no momento, segundo fontes de veículos de imprensa.
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