O ministério das Relações Exteriores da China informou que o assassinato do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, durante ataques conduzidos pelos Estados Unidos e por Israel é considerado inaceitável. A declaração foi feita neste domingo 1º, em conversa por telefone entre o chanceler chinês, Wang Yi, e o ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, conforme a agência estatal Xinhua.
Pequim disse que a morte de um líder de Estado soberano e a instigação de mudanças de regime violam o direito internacional e ferem normas de convivência entre nações. A China reafirmou três pilares para sua posição: cessar-fogo imediato, retomada das negociações entre Washington e Teerã e oposição a ações unilaterais pela comunidade internacional.
A China afirmou que os ataques surgem em meio a tratativas diplomáticas entre EUA e Irã, o que, na visão de Pequim, agrava a situação. O uso da força, segundo Wang Yi, contraria a Carta das Nações Unidas e pode ampliar a instabilidade no Oriente Médio. Lavrov teria endossado a avaliação de que tais ações prejudicam a estabilidade regional, segundo comunicado de Pequim.
Posição da China e próximos passos
Em nota separada, a chancelaria chinesa condenou oficialmente a morte de Khamenei, descrevendo o episódio como grave violação da soberania iraniana e dos princípios da ONU. O governo chinês pediu a suspensão imediata das operações militares e o esforço conjunto para evitar uma escalada.
Orientação para cidadãos no exterior
A embaixada da China em Israel orientou cidadãos a buscar áreas mais seguras ou deixar o país pela fronteira com o Egito. O Ministério das Relações Exteriores recomendou que chineses no Irã deixem o território o mais rápido possível, indicando rotas terrestres por Azerbaijão, Armênia, Turquia e Iraque.
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