A mídia estatal do Irã confirmou neste domingo a morte do líder supremo Ali Khamenei, aos 86 anos, em consequência dos ataques realizados por Israel e pelos Estados Unidos na véspera. A informação foi veiculada pela imprensa oficial iraniana.
Horas antes, o presidente dos EUA, Donald Trump, havia anunciado a morte de Khamenei. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, foi o mais direto ao mencionar indícios da perda do líder iraniano.
Com a confirmação, inicia-se um período de 40 dias de luto no Irã, segundo veículos nacionais. A transição de poder deve começar já neste domingo.
Contexto e desdobramentos
A agência de notícias estatal Fars informou que ataques tiraram a vida de uma das filhas de Khamenei, além de um neto, um genro e uma nora. Também teriam sido mortos outros líderes militares e políticos do país.
Entre as mortes, estariam o ministro da Defesa e o chefe da Guarda Revolucionária, Mohammad Pakpour, e um conselheiro próximo ao supremo líder, Ali Shamkhani. As informações não foram confirmadas de forma independente neste momento.
Ali Khamenei, aiatolá e líder supremo do Irã por mais de 30 anos, acumulava funções de chefe de Estado e de comandante-chefe, com influência decisiva sobre políticas públicas do país.
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