Desde o último sábado (28), o Irã viveu um apagão de internet que reduziu a conectividade a menos de 1% do normal, segundo o NetBlocks, órgão que monitora o desempenho da rede mundial. A medida ocorreu após uma ofensiva militar dos EUA e de Israel contra o território iraniano.
Ao todo, cerca de 90 milhões de iranianos passaram a enfrentar dificuldades para se comunicar, agravando a situação no país durante o conflito. O NetBlocks informou que o bloqueio afeta serviços de telecomunicações e o acesso a informações.
A embaixada brasileira no Irã, representada pelo embaixador André Veras Guimarães, confirmou a interrupção no sábado e disse que a diplomacia encontrava dificuldades para contatar brasileiros na região. A declaração foi veiculada pela TV Globo.
Segundo o NetBlocks, o bloqueio também comprometeu parte da rede de satélite Starlink, que tem operado como alternativa em situações de queda de conectividade, embora não haja informações atualizadas sobre o serviço no Irã.
O apagão ocorre em meio ao atual momento de tensão na região e a ataques aéreos que deixaram a violência ainda mais presente no território iraniano. O governo iraniano já utilizou bloqueios de internet como resposta a protestos anteriores, ressaltou o NetBlocks.
Contexto histórico
O Irã adotou bloqueios de internet em 2019, durante protestos por aumento de preços da gasolina. Em 2022, novas interrupções ocorreram em meio a protestos ligados à morte de Mahsa Amini. A Starlink ganhou relevância como alternativa em 2022, mas o serviço teve uso restrito no país após o aumento de controle estatal.
Em 2025, o Irã acusou o WhatsApp de espionagem, o que levou a tensões com a Meta. A empresa reiterou que as mensagens são criptografadas e acessíveis apenas aos emissores e destinatários.
Entre na conversa da comunidade