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Paquistão e Afeganistão também estão em conflito

Confrontos Paquistão-Afeganistão se intensificam, aumentando riscos de instabilidade regional diante da escalada no Irã

Taliban security personnel stand at the site of a Pakistani airstrike near a refugee registration center in Kandahar, Afghanistan, on Feb. 28.
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Os conflitos entre Paquistão e Afeganistão chegaram à sua fase mais intensa em anos. Islamabad lançou ataques aéreos sobre território afgão enquanto tropas talibãs visavam postos fronteiriços paquistaneses. A escalada ocorreu após dias de confrontos na região oriental.

As autoridades paquistanesas acusam o regime afegão de abrigar o Tehrik-i-Taliban Pakistan (TTP), responsável por ataques mais frequentes desde 2021. O Talibã nega a acusação, mas não rompe vínculos com militantes. A escalada aumenta o risco de violência e instabilidade regional.

O conflito acontece em um contexto mais amplo de tensões na região. Islamabad afirma que suas ações miraram alvos de terrorismo e instalações de defesa afegãs, enquanto o Talibã sustenta que civis foram atingidos. A violência se estendeu para o quarto dia na segunda-feira.

Desdobramentos na região

No Paquistão, a ofensiva ocorre em meio a uma situação econômica e securitária já complexa, com diversas milícias ativas no território. A instabilidade prossegue, elevando o desafio de governança e a cooperação com vizinhos.

A guerra na região também impacta a relação com potências vizinhas. Índia e Paquistão mantêm diplomacia tensa, com New Delhi buscando equilíbrio entre interesses energéticos e a contenção de conflitos. Islamabad enfrenta pressões internas por medidas de segurança.

Outros impactos regionais

Paralelamente, a situação no Irã e as tensões no Golfo aumentam o risco de fluxos migratórios para o Paquistão, agravando a pressão sobre o leste do país. A crescente instabilidade pode influenciar a segurança nas províncias fronteiriças e reforçar a atuação de grupos separatistas.

Entre as nações vizinhas, o papel de mediadores como Catar, Arábia Saudita e Turquia também fica mais desafiador diante do acirramento regional. A avaliação é de que a região pode enfrentar novos desdobramentos nos próximos dias, com impactos diretos na segurança interna de cada país.

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