O governo americano afirma que os ataques contra a Iran foram realizados dentro da autoridade do presidente como comandante-em-chefe. A declaração ocorre após o ataque de Israel e EUA contra o Iraque, com a Casa Branca defendendo a operação como necessária à defesa. A informação foi apresentada a líderes do Congresso na segunda-feira.
Secretários de Estado, Defesa e o diretor da CIA, além do presidente do Estado-Maior, reuniram-se com líderes parlamentares para explicar a operação. A reunião ocorreu em Washington, dois dias depois dos bombardeios coordenados entre Israel e forças americanas. A justificativa apresentada aponta ameaça iminente e defesa dos interesses americanos.
Democratas contestam a legalidade do ataque sem autorização do Congresso e destacam o papel da Câmara e do Senado na declaração de guerra. Também questionam a consistência das razões apresentadas para agir neste momento. O escrutínio ocorre em meio a mortos e tensões na região.
Divergências entre poderes
Senadores e deputados analisam os argumentos e aguardam votações sobre resoluções de poderes de guerra, previstas para esta semana. Tais propostas buscam limitar ações militares sem aprovação congressual, sob a guarda da Constituição que atribui ao Congresso o poder de declarar guerra.
Enquanto isso, o governo sustenta que a operação foi limitada em alcance e objetivo, visando evitar uma escalada maior. A administração planeja retornos à capital para futuras briefings ao Senado e à Câmara, com o objetivo de esclarecer a atuação recente.
Entre na conversa da comunidade