Em quatro dias que parecem quatro meses, o conflito continua a se expandir pelo Oriente Médio, com bombardeios em alvos civis e aumentos de tensão entre potências regionais e internacionais. Nesta terça-feira, dois drones iranianos provocaram um incêndio na Embaixada dos EUA em Riade, capital da Arábia Saudita, e outro atingiu um depósito de combustível no porto de Duqm, em Omã. Teerã já havia indicado que responderia a Israel e às bases americanas, buscando pressionar pela interrupção da campanha.
Donald Trump, em discurso na Casa Branca, afirma que o objetivo é acabar com a ideologia do regime iraniano, ressaltando que antigos líderes não teriam agido dessa forma. O presidente dos EUA também recebeu o chanceler alemão e fez críticas a aliados, além de mencionar possíveis cenários sobre quem poderia assumir o controle no Irã. O comentário segue a linha de justificar ações com base em ameaças percebidas.
Entre os líderes, o primeiro-ministro de Israel, Benjamín Netanyahu, sinalizou que a operação seria rápida e decisiva para enfraquecer o regime iraniano, afirmando que o conflito não se alongaria por anos. Em Haifa, uma casa foi atingida por um drone, e autoridades israelenses relatam ações para ampliar uma zona de segurança ao longo da fronteira com o Líbano, que envolve o grupo Hezbollah.
Conflitos se espalham para o Golfo, onde ataques iranianos atingiram infraestruturas energéticas em alguns países da região. A operadora do gás natural do Qatar suspendeu a produção de LNG após ataques a instalações. Em resposta, países como Grécia e França enviaram sistemas de defesa e navios para apoiar a estratégia europeia na região. A tensão se estende ainda a Chipre, onde um drone iraniano atingiu uma base britânica, levando a evacuações de população próxima e a reforços de defesa aérea por parte do Reino Unido.
Analistas destacam a surpresa de muitos governos com a escalada, que envolve ataques a hospitais e infraestruturas civis, aumentando o risco de retaliação regional. Especialistas ressaltam que as opções dos países membros da região ficam cada vez mais limitadas, buscando evitar uma escalada maior, mas sem abrir espaço para negociações imediatas.
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