O Irã ampliou sua ofensiva na região, mirando alvos energéticos em dois países do Golfo. Nesta segunda-feira, ataques atingiram uma refinaria saudita e uma planta de gás natural liquefeito no Catar. Medidas militares e represálias vêm elevando a tensão entre Teerã e as nações da região.
A refinaria Ras Tanura, na costa leste da Arábia Saudita, sofreu impactos e incêndio detectado por imagens de satélite. Enquanto isso, a planta de gás liquefeito em Ras Lafan, no Catar, também foi alvo. Autoridades catarenses disseram que não houve mortes, mas ainda avaliam danos econômicos.
Segundo órgãos de defesa saudita, dois drones teriam tentado atingir Ras Tanura, levando a um incêndio contido. Já o Catar informou que a agressão afetou uma instalação energética e uma usina elétrica, sem vítimas fatais até o momento.
A escalada levou a uma disparada no preço do gás na Europa. O gás liquefeito aumentou cerca de 45% no mercado europeu, chegando a 46 euros por megavatio-hora, com alta volatilidade nos negócios.
Estreitamento de operações no Golfo
O anúncio de ataques no estreito de Ormuz, segundo a Guarda Revolucionária, envolve novas ações contra embarcações petrolíferas na passagem estratégica. Relatórios de agências regulam que houve incêndio em uma embarcação com bandeira de Honduras, sem confirmação de autoria.
Fontes do Ministério de Exteriores catariense indicaram interceptação de ataques a um aeroporto internacional, segundo informações à CNN. Doha disse manter contato com Teerã apenas de forma tênue, ressaltando que ataques não podem ficar sem resposta.
A tensão já envolve múltiplos componentes regionais. Ex-dirigentes do Catar alertaram para o risco de um choque entre países do Conselho de Cooperação do Golfo, diante de ataques que atingiram seus territórios desde o final de semana. Diplomacia e segurança seguem como pontos centrais na região.
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